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A Prefeitura, por meio da Secretaria de Manutenção (Seman) e da Ouvidoria Geral do Município, deu início esta semana aos trabalhos de reconstrução do canal do Rio Alto do Coroado, no bairro de São Marcos, com intervenções que começam no Bosque Real, em Sete de Abril, e se estendem até a Rua Rosalvo Silva. Por se tratar de uma região de difícil acesso, as manobras iniciais visam construir vias para os operários e, principalmente, para o maquinário, já que a região é bastante pantanosa e íngreme.

As obras de infraestrutura fazem parte das melhorias prometidas à população pelo prefeito ACM Neto durante realização do Gabinete da Prefeitura em Ação, no mês de julho, e vão garantir saneamento para mais de 500 famílias na comunidade. A Prefeitura concentra seus esforços na construção do acesso entre as vias nesse primeiro momento. Posteriormente, terão início os trabalhos de limpeza e reconstrução do canal, além da implantação de uma nova pavimentação em ruas da região do canal, onde o asfalto atual está totalmente desgastado por conta das chuvas.

Devido à necessidade de garantir caminho livre para que as melhorias possam chegar às localidades, cerca de 150 casas precisarão ser removidas – a maioria está há muito abandonada e segue parcialmente alagada. De acordo com o representante da Ouvidoria Geral na Prefeitura em Pau da Lima, Franklin Sales, a intervenção é uma demanda antiga da população, que há décadas convive com esgoto a céu aberto e precisa percorrer locais insalubres e de acesso complicado para poder se deslocar a caminho de casa ou do trabalho.

"A comunidade foi bastante prejudicada com as fortes chuvas que caíram em Salvador no início do ano, com deslizamentos de terra e alagamentos. Com este acesso entre as ruas, será possível limpar e reconstruir o canal do Rio Alto do Coroado. Serão beneficiadas ainda as comunidades de Santa Rita, Buraco do Peba e Baixa Paracaína, seguindo Nova Esperança", afirmou Sales.

Morador da região há 29 anos, o líder comunitário Marcelo Souza relata a situação da comunidade. "Em dia de chuva é um verdadeiro terror por aqui. As casas enchem da água do rio, que transborda e invade as ruas mais baixas. As pessoas não dormem preocupadas em salvar suas coisas e as próprias vidas. Esperamos que com o fim das obras a situação melhore", disse.

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